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Operação 5 min de leitura

Consignação em centro cirúrgico: o que o hospital ganha e o que precisa controlar

A consignação resolve o problema de ter a grade completa disponível na hora do procedimento. Em troca, cria três obrigações de controle que a instituição não pode terceirizar.

Publicado por Equipe Solí

Em várias linhas de alta complexidade, a decisão sobre qual item usar só acontece durante o procedimento. O cirurgião precisa da grade inteira ao alcance — e ninguém compra a grade inteira para deixar parada na prateleira.

A consignação existe para resolver isso: o material fica fisicamente na instituição, mas a propriedade permanece com o fornecedor até o consumo. Faturado o que foi usado, o resto continua disponível.

O que o hospital ganha

Disponibilidade sem imobilizar capital. A grade completa fica no serviço sem que a instituição precise comprar antecipadamente referências de giro baixo.

Menos procedimento suspenso por falta de tamanho. O item certo está em casa, não em trânsito.

Previsibilidade de reposição. Um fornecedor que opera consignação bem acompanha o consumo e repõe antes da ruptura, sem depender de pedido reativo.

O que a instituição precisa controlar

Consignação transfere o custo do estoque, não a responsabilidade sobre ele. Três pontos não podem ser delegados ao fornecedor:

Conferência na entrada e no consumo. O que entrou, o que foi usado e o que voltou precisam bater. Divergência recorrente em consignação é sintoma de processo frouxo dos dois lados.

Controle de validade. O material está na sua casa. Item vencido em prateleira de consignação é problema operacional imediato, mesmo que a perda financeira seja do fornecedor.

Rastreabilidade do que foi implantado. O lote consumido precisa ficar vinculado ao procedimento e ao paciente. Sem isso, um recall vira busca manual em prontuário.

O acordo precisa estar escrito

Quem repõe e em qual prazo. Quem responde por perda e por vencimento. Como e quando é feita a conferência conjunta. Qual é o prazo de faturamento após o consumo. O que acontece se o contrato terminar com material em casa.

Consignação sem esses pontos definidos funciona enquanto tudo dá certo — e é exatamente quando algo dá errado que a instituição descobre o que não foi combinado.